Holanda – Amsterdam

 

 

 

Museu do Van Gogh

O museu é imenso e, além de abrigar a maior coleção do mundo de pinturas e desenhos dele, tem também obras de amigos, obras que o influenciaram e uma área de exposição temporária. Se você tem o mínimo interesse em arte, vá sem medo e com um tempo pra gastar. Vale cada euro.

Às sextas-feiras o museu fica aberto até as 22h00 e sempre rola atrações culturais – inclusive shows. De repente, vale a pena dar uma olhada.

Serviço

Site: http://www.vangoghmuseum.nl

Endereço: Paulus Potterstraat 7

Horários: Diariamente das 10h00 às 18h00, exceto sextas, quando fica até as 22h00.

 

Anne Frank Huis

Muita gente deve conhecer uma biblioteca chamada Anne Frank ou ter ouvido falar de um diário da Anne Frank. Resumidamente a história dela é a seguinte: Anne Frank era uma adolescente de 13 anos quando ganhou de aniversário de seu pai um diário (dagboek). Ela, como toda a família, era judia e morava em Amsterdam. Isso era lá pelo começo dos anos 1940. Logo depois dela ganhar o diário, os nazistas invadiram a Holanda e passaram a mandar os judeus para campos de concentração. O pai da Anne Frank resolveu que seria uma boa se esconder antes que chegasse a vez deles. Eles fingiram que fugiram pra outro país, mas na verdade passaram a morar num anexo escondido atrás da empresa do pai dela. Viveram lá a família dela e mais algumas pessoas por uns dois anos, sem por o nariz pra fora, sem fazer barulho, compartilhando um único banheiro, em total confinamento. Uma hora eles foram descobertos, presos e enviados pra campos de concentração. Toda a família morreu, menos o pai dela. Quando a guerra acabou (dois meses depois da Anne Frank morrer), o pai dela voltou pra Amsterdam e descobriu que a filha manteve um diário durante toda a experiência. Ele editou e publicou o diário da filha, que acabou virando um best-seller e ela uma espécie de heroína nacional holandesa. A casa onde a família passou pela provação é hoje um museu aberto à visitação pública e uma das maiores atrações de Amsterdam. Vá ver, mas esteja avisado de que é uma experiência… solene, digamos assim.

Serviço

Site: http://www.annefrank.org/

Endereço: Prinsengracht 267

Horários: De Julho a agosto, diariamente das 9h00 às 22h00. De 15 setembro até 14 de março, diariamente das 9h00 às 19h00. De 15 de março até 14 de setembro de domingo à sexta das 9h00 às 21h00 e de sábado das 9h00 às 22h00.

 

Canal Tour

A Holanda, ou enfim, os Países Baixos tem longa tradição de lidar com a água, e suas cidades, algumas mais, algumas menos, são tipicamente cortadas por canais, construídos desde tempos medievais até hoje em dia. E Amsterdam é das mais. É completamente recortada por canais, e um dos jeitos mais legais de conhecer os canais de Amsterdam é navegando por eles. Existem diversas empresas que oferecem passeios de barcos pelos canais. Os barcos vão passeando e contando e apontando vários locais históricos e interessantes da cidade. Os passeios duram cerca de uma hora, dependendo da empresa. Recomendamos muito a experiência, especialmente se calhar de ser um dos 5 dias de sol do ano quando você estiver por aqui.

 

Canais vistos de dentro

Na frente da Centraal Station saem diversos tours. Tem também ao lado da Leidseplein. E em muitos outros lugares da cidade. Os preços variam do tipo de passeio que você vai fazer, então o negócio é ir lá e ver o que rola.

 

Vondelpark

Apesar da Holanda estar sempre brigando com o mar e com lagos nesse país tão apertado, eles sempre reservam um espaço para parques e áreas verdes. Amsterdam tem diversos parques muito bonitos, e o mais famoso deles é o Vondelpark. E ele é super bonito e é muito legal passear a pé ou de bike pelo parque, tomar um café lá dentro ou aproveitar o segundo dia de sol na sua visita.

Relaxando no Vondelpark

E tem de tudo no Vondelpark, laguinhos com patinhos e fontes, gramados, flores, coreto cercado de flores, mais laguinhos, cafés, o Filmmuseum (com um café ao lado), pontezinhas românticas, pessoas dos mais diferentes tipos e nacionalidades, jardins de rosas, árvores e mais árvores, pássaros e mais pássaros.

 

Red Light District

Na Holanda a prostituição é legalizada. Em um fato completamente não-relacionado, os holandeses adoram janelas. Por toda parte você vê casas com enormes janelas, inclusive nos apartamentos que ficam no térreo, direto pra rua. Então as meninas, procurando uma solução pra resolver o conflito entre ficarem expostas ao maior número de interessados possível versus o clima miserável da Holanda, resolveram usar a paixão janelística a seu favor. Então elas alugam os quartinhos com enormes janelas e ficam lá dentro, no quentinho e no seco, de roupas provocantes, como se estivesse em uma vitrine de loja. E assim, em várias cidades da Holanda se formaram “distritos” ou “bairros” (na verdade algumas ruas próximas umas das outras) onde se concentram as profissionais. E Amsterdam tem alguns distritos desses, mas o mais famoso e conhecido, o De Wallen, fica no centrão e é um bairro histórico muito bonito.

Holandês não tem problema nenhum com as meninas fazerem sexo por dinheiro. Você pode ter, mas os holandeses, em sua maioria (segundo uma pesquisa citada no Lonely Planet) não tem, não ligam e não tão nem aí. E como o negócio é legalizado, não tem tanto aquela carga de marginalidade associada. O Red Light District é, sim, uma atração turística de Amsterdam, e vai lá todo o tipo de gente mesmo. A turistada vai em peso lá, inclusive senhoras, famílias, todo mundo na boa, passeando, e as meninas lá, na janela. A polícia patrulha ostensivamente, pra garantir a segurança de todo mundo, e sim, o bairro é muito bonito. E não só isso, também é um bairro residencial e mora um monte de gente lá que não tem nada a ver com a indústria do sexo.

Agora, claro, vai todo o tipo de gente, e sim, vai ter casa de show de baixaria, vai ter turma de moleque, especialmente vindos de países altamente repressores, zoando, vai ter cara querendo descolar drogas, tem sex shops… tudo isso misturado com turistas, senhoras, famílias e moradores – o que é tipicamente holandês. E essa mistura toda faz do bairro ponto de visita obrigatória!

O bairro em si é razoavelmente seguro – claro mas, como sempre, onde tem muita gente, especialmente turistas, tem também batedor de carteira… mas é só não vacilar. Mas isso, hoje em dia, vale pra toda a Europa. Dica importante pra que for ao Red Light District: NÃO FOTOGRAFE AS MENINAS!!!

 

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