Tailândia – Bangkok

 Bangkok é toda a Ásia em uma cidade só!

Melhor época

Entre novembro e março, quando é menos quente (porque quando é quente é MUITO quente!) e úmido. 

 

Onde ficar

Tem muitos hotéis maravilhosos e os preços são razoáveis se compararmos ao mercado europeu. Veja algumas opções:

 

Mandarin Oriental

www.mandarinoriental.com/bangkok/

É uma lenda, impecável!

 

Kempinsky

www.kempinsky.com.en/bangkok/siam-hotel/welcome

Ideal para quem quer ficar mais perto das compras.

 

Hotel Sukhotai

www.sukhotai.com/pt

Para o viajante a negócios, os apartamentos tem vista para um enorme jardim interno onde se tem a impressão de estar no paraíso.

 

Conhecendo:

Jim Thompson House

www.jimthompsonhouse.com

Uma casa que é um museu. Maravilhosa e indescritível. Nela viveu o herói nacional, foi ele quem colocou a seda tailandesa no mercado mundial.

 

Bangkok é uma mistura de São Paulo com Nova Iorque, colorida, florida, povo alegre e muito atencioso. Estão sempre dispostos a ajudar, embora muitas vezes não consigam, pois a língua e o alfabeto não ajudam.

 

“Savadikaaa” = Olá! É o que mais se houve!

 

E por favor, não se esqueça de dizer “Kap Kum” = Obrigado!

 

 

Os táxis cor de rosa choque e verde amarelo são a cara da cidade.

 

A rainha, o rei e seus familiares são tudo para seu povo,

portanto, sem comentários…

 

No horário mais forte do sol procure estar na piscina ou no ar condicionado. Escolha a visita aos templos e mercados bem cedo ou bem a tardinha.

 

Você vai andar muito de “tuk tuk”. Caso você se perca (tomara!),

suba num tuk tuk e fale algum lugar turístico que vai dar tudo certo!

 

Aproveite para fazer muita massagem. Tem para todas as partes do corpo, são baratas e maravilhosas, estão disponíveis nos hotéis, pequenas clínicas espalhadas pela cidade, nos shoppings e nas ruas.

 

Do outro lado do rio, Thonburi, onde iniciou Bangkok e o templo Amanhecer “Wat Arun”, há uma linda vista da cidade.

É obrigatório visitar os templos Wat Phra Kaew e Wat Pho, perto do grande palácio.

Para entrar nos templos: joelhos tapados e sem sapatos! Rasteirinha, chinelo de dedo ou sapatilhas são as melhores opções pela praticidade em tirar.

 

Roupas leves e claras para as caminhadas.

 

Passeio de barco para ver o pôr do sol e passar pelo cais.

 

Perca-se em Chinatown, no mercado dos amuletos e no mercado das flores!

 

Onde comer:

Restaurante Harmonique

Muito legal, é tipo Off Broadway, mas vale a pena, tem ótima comida e fica perto do Mandarin Oriental.

 

Restaurante Sirocco

Romântico, lindo e comida maravilhosa, tem uma vista espetacular de Bangkok!

 

Mercado é o que mais tem por lá. Chatuchak é o mercado de fim de semana, tem de tudo um pouco. O mercado flutuante Damnoen Saduak é um ponto turístico muito belo.

 

Onde comprar:

Compre também na loja Jim Thompson, tem roupas, toalhas e bolsas de seda dessa grife tailandesa.

 

No Shopping MBK tem de tudo, inclusive massagem, até mesmo a fish massage, peixinhos que se alimentam nos pezinhos da gente, é demais! Pode entrar sem medo, você vai sentir-se no céu!

 

Na praça Siam e Emporium (mercadorias de marcas maravilhosas) você poderá ir de Skytrain, experiência interessante e eficiente.

 

Informações retiradas do blog de  Arnaldo Interata (2008)

 

          BANGKOK não é uma cidade para ser vista com pressa. São   muitas  atrações  e o trânsito caótico  ,  demorado.   O calor e o tráfego  devem ser considerados , esta  combinação trânsito-calor  exauri qualquer viajante e obriga a que seu dia seja menor do que naturalmente estima-se.  Então reduza em duas a três horas o seu dia de passeios e empregue-as em massagem, piscina e descanso.  Você descobrirá que essas são necessidades básicas de um turista em Bangkok.

               Em  Bangkok a distância de seu hotel até aquele templo – quando vista no mapa -  pode corresponder à escala geográfica mas não à do tempo dispendido em percorrê-la. Esteja certo e preparado: vai lhe custar mais tempo do que você pensa. Tempo e paciência.  Ir caminhando para uma atração raramente é a opção. E o transporte a ser tomado nunca será apenas um, já que ele(s) depende(m) de para onde você pretende ir, varia intensamente de uma atividade ou atração para outra.  Há os walking-tours mas eles estão restritos a roteiros a pé e limitados a um certo perímetro.  O que mais será usado em termos de transporte é a combinação entre Sky-train e Chao Phraya River Express boats, especialmente quanto às úteis conexões entre ambos nas estações Saphan Taksin e Central Pier, que serão as mais usadas para se chegar às mais importantes atrações da cidade.

 As ruas são bem recapeadas, macias de rodar, bem sinalizadas e mantidas. 

E há regras nas ruas. Não é como na Índia ou no Egito. Não há buzinas! “

               UMA roda na frente e duas atrás. Tem jeito de riquixá mas é motorizado. Tem guidão de moto, o motor faz tuc-tuc, tem um teto, o interior é multi-colorido e cheio de luzes,  o assento traseiro é revestido em plástico liso e deslizante, tem umas barras de proteção não muito protetoras e, finalmente, um piloto kamikaze na frente e geralmente dois turistas assustados atrás.  Bem, é isso. Acho que consegui resumir o que é um Tuk-tuk em Bangkok

Confortáveis? Não. Práticos? Sim. O Tuk-tuk é uma atração turística

               NO interior do país e em cidades próxima a Bangkok você verá também os “samlor”, triciclos movidos a força humana, ou seja, a pedal. Eles são bem menores e se assemelham aos riquichás chineses puxados por homens a pé, mas são de três rodas, em vez de duas. São como os tricilos-bicicleta de entregas que se encontram em algumas cidades do Brasil. Seja lá qual for o modelo, estes são os mais turísticos e ao mesmo tempo populares meios de transportes públicos de Bangkok.  Uma viagem a Bangkok sem andar num tuk-tuk é o mesmo que ir a Paris e só passar por baixo da Torre Eiffel.     

De dia eles são mais discretos do que à noite. Você precisa ver todas essas luzes se acendendo ao frearem!

               ELES são muito adequados e úteis para percursos curtos, e até seriam o melhor meio de transporte da cidade, não fossem as mais do que manjadas e reconhecidas trapaças que os “tuk-tuqueiros” fazem para levarem você a alguma loja que é uma verdadeira furada mas que paga a eles uma comissão ou tickets de combustível. São muito divertidos e andar neles é mais do que uma viagem, é uma aventura que aparenta ser mais perigosa do que é de fato.  Eu me dei muito bem porque em vez de enfrentar gastos desnecessários e perda de tempo, contratei uma guia local ao preço de US$ 12,00 por hora (com direito a Van refrigerada) para ficar comigo o tempo que eu precisasse e quisesse na Cidade. Isso dava em torno de US$ 80,00 por dia incluindo gorjetas e assim ela, a guia, fazia o que eu determinasse em termos destino, meio de transporte. Uma corrida de tuk-tuk com ela custava no máximo 70 Bath (pouquinho mais do que 2 dólares!), enquanto que custaria o dobro se fosse pedido por um turista (fora o inconveniente de ser levado incondicionalmente a uma loja).

Relaxe e ande! É bom, mesmo que você respire um pouco de fumaça e se assuste com certas manobras

               BARGANHE sempre, mas seja justo e não explore:  lembre-se de que eles trabalham duro, mais do que dez horas por dia naquela poluição toda e com um barulho estressante.  Seja bomzinho e menos pão-duro.  Não há nenhuma dificuldade em encontrar um tuk-tuk. Basta posicionar-se numa calçada no meio-fio, como se estivesse pra chamar um taxi e logo alguns aparecerão. Negocie e embarque. Mas recuse qualquer um que ofereça para fazer um “sightseeing” ou  “shopping” por 30 Baht, pois o objetivo dele é levá-lo a lojas caras e não confiáveis. Recuse e pague o mesmo exigindo ir diretamente para o SEU destino. Uma corrida média normalmente custa 60 a 80 Baht. Infelizmente por causa disso os “water taxis” são a melhor maneira de locomover-se em Bangkok: baratos, confiáveis, eficientes, sempre com percursos e vistas agradáveis ao longo das margens do rio Chao Phraya.  O Chao Phraya River Express, os maiores e mais rápidos, com uma lista vermelha e um número no alto e o que a maoiria dos turistas pega.

O Mercado flutuante fica perto de Bangkok e é um dos passeios “bate-e-volta” mais recomendáveis

Skytrain – O estilo “Bladerunner” de trafegar em Bangkok

               BEM-vindo ao futuro. Se o tuk-tuk é o estilo “kamikaze” de trafegar em Bangkok, o Skytrain é o estilo “bladerunner”.  O Skytrain é um monotrilho elevado, moderno, silencioso, bonito e limpo, que corre por boa parte da cidade, em duas linhas. As estações e seus acessos são bonitas e arejadas, claras e modernas. Ele segue por uma parte da cidade bem moderna, especialmente na área da Sukunvit Road e por entre prédios comerciais e residenciais modernos e caros. Em certos trechos lembrei-me de uma cena do Bladerunner em que os carros voavam entre os prédios e deixavam o caos urbano embaixo, no nível da rua.

Reino da Pimenta

               TEM que ser macho pra comer na Tailândia. Sem machismo, por favor! “Macho” no sentido figurado da expressão: boca e estômago de aço, nada delicados.  Ou, pelo menos, de avestruz, pra conseguir consumir tanta pimenta sem se furar por dentro. Tudo tem pimenta. E tudo que tem pimenta tem pimenta de todos os tipos. Tem também massa e pasta de pimenta. Os temperos são ricos e elaboradas são as receitas. Aliás, é uma cozinha sofisticada: são condimentos e especiarias como coentro, alho, cominho, gengibre, manjericão, pimentão, limão… e pimenta.  Há pimentas de vários tipos, cores, formatos.  É comum encontrarmos nos pratos algumas frutas tais como coco, manga, goiaba e tamarindo integrando os ingredientes culinários. Mas com pimenta! 

              AS carnes são múltiplas: de boi, de porco, peixes, crustáceos, aves, ovos e outros bichos. Com pimenta.  Há muitos pratos à base de massas, legumes e verduras, além de cogumelos. Apimentados.  Pimenta é o arroz com feijão dos tailandeses.  Fritos, assados, grelhados, cozidos na água e no vapor, todos os pratos levam pimenta. Vinagre com pimenta. Açúcar com pimenta. Pimenta agridoce. Molho de peixe com pimenta. Pimenta é a base da culinária tailandesa, o “reino da pimenta”.

 

Picante, azeda, salgada e doce, carregada em temperos e perfumes.”

 

              AS cozinhas baiana e tailandesa guardam algumas semelhanças: o uso de do leite de coco, as especiarias, os ensopados e as pimentas, o coentro, o gengibre e o amendoim, além de em alguns pratos, o aspecto.  Toda a culinária tailandesa é feita à base de ingredientes frescos que vão dos legumes e verduras às frutas, carnes e peixes, com generosidade nos temperos à base de alho, condimentos, especiarias e pimentas. Fundamentalmente é uma comida rica, delicada e sofisticada.   O arroz especialmente sem tempero e no ponto de papa, à moda chinesa e japonesa, é usado como veículo.  É uma comida que pode ser ao mesmo tempo picante, azeda, salgada e doce, carregada em temperos e perfumes. Um verdadeiro exercício exaustivo para o paladar.

Açúcar na comida e sal no suco de frutas.”

Até fast food de rede americana em Bangkok é apimentado

              PIMENTA nos olhos dos outros é refresco, mas em outras partes corpo pode ser um santo remédio, segundo um artigo na revista científica “New Scientist” que demonsta  que a capsaicina – princípio ativo de pimentas – faz bem à saúde, alivia sinusite, além de ter até memso propriedades anti-cancerígenas, mas outros estudos indicam que comer pimenta em excesso causa danos ao estômago.  Não diga! Ah, eles colocam açúcar na comida e sal no suco de frutas!  E nas mesas tem sempre amendoim, açúcar e pimenta como couvert.     

Pimentas e especiarias: fáceis de encontrar e de comprar. Difíceis de comer

O sorriso é natural, seja profissional ou não. faz parte da cultura, da educação, do caráter, da formação. Deve estar no Gen, também!

               OS tailandeses têm alguns conceitos básicos em relação à maneira de viverem em sociedade que estão relacionados com o budismo. São três os princípios fundamentais: o primeiro é o jai yen, que recomenda que a pessoa evite qualquer tipo de confronto, seja verbal ou físico. O segundo, mai pen rai, determina que para tudo há um jeito, tudo se resolve; o terceiro, sanuk, define que a pessoa deve ter divertimentos, gozar a vida.

Fast food com sorriso!

               PROVAVELMENTE acontece o mesmo que no Brasil: estão ali trabalhando há horas e em condições lá não muito adequadas e ganhando mal. O tão propalado sorriso tailandês é muito mais do que um sorriso como o conhecemos: em termos culturais ele exprime alegria, embarassamento, resignação, remorso, tensão… O que o sorriso tailandês significa depende do “tipo” do sorriso que estiver sendo usado para aquele momento.

               O sorriso tailandês (em thai: yim) é, culturalmente falando, bem mais complexo, tanto que há denominações diferenciadas para ele: yim yor, yim soo, yim yair-yair, yim hairng, may ork, yor, tak tan, tang, nam dtah, etc, etc etc. Assim, você precisa saber que um sorriso não estará exprimindo necessariamente simpatia por você. Nem tente preocupar-se em identificar as nuances dos diferentes sorrisos tailandeses e seus diferentes significados. Imagine que todos expressam uma superficial simpatia e toque em frente!

              Há pelo menos 13 palavras para definir “sorriso” em tailandês e algumas delas são:  Yim tak tai (sorriso educado, polido); Feun yim (sorriso forçado), Yim cheuat cheuan (sorriso de vencedor); Yim tang nam dtah (sorriso de felicidade) e Yim sao (sorriso entediado). 

               O Wai é gesto com que os tailandeses agradecem ou cumprimentam uma pessoa. As palmas das mãos ficam juntas na altura do peito, a ponta dos dedos quase tocando o queixo, um leve inclinar de cabeça, uma ligeira inclinação dos joelhos, um sorriso discreto: este gesto é o Wai . Em geral a pessoa mais jovem faz o cumprimento primeiro, depois respondido pela mais velha. Na tradição cultural tailandesa a cabeça é a parte mais alta do corpo, no sentido literal e figurado. Assim, tocar a cabeça de um tailandês é considerado um ato rude. Em contraste os pés são o oposto, a parte mais degradante do corpo. Por isso, mostrar a sola do pé ou apontar o mesmo para um tailandês é considerado ainda mais rude do que tocar sua cabeça.

               Tradicionalmente os tailandeses são um povo amistoso e gentil, simpático e hospitaleiro, por tradição cultural ancestral, educação fundamental. Referem-se aos seus vizinhos como “pee” – irmão ou irmã mais velho – ou “nong”, mais jovem. Todavia, numa metrópole tudo se perde em qualquer país do mundo: a necessidade de ganhar dinheiro, de sobreviver, faz com que turistas sejam alvo de espertezas e a tal simpatia, hospitalidade e gentileza pode tornar-se atitudes rudes e suspeitas.

               Tailandeses também não têm o costume de demostrar afeto publicamente entre um homem e uma mulher. Pode até ser um pouco aceito em Bangkok, por ser a capital do país e o lugar mais ocidentalizado dele, mas é considerado mal comportamento fora da capital.  

Tome cuidado com as fraudes

Tourist Traps ou Tourist Scams

               SEGUNDO o Dicionário UOL Michaellis, uma “tourist trap” é uma armadilha feita para enganar turistas.  Elas existem em vários países do mundo e há alguns sinônimos para ela mas o que mais me agrada é “cilada”.  Ou, em bom português popular, “uma furada”. Em inglês usa-se o termo “scam” para definir fraude, que é um pouco mais do que “tourist trap”, já que esta última não se refere exclusivamente a ser passado para trás e que pode ser melhor definido como “programa de índio”. 

Suan Lum Night Bazar:  não chega a ser exatament uma ”tourist trap” ,  mas fica perto disso

               QUAL a definição para scam?  Fraude. Tentativa comercial de envolver alguém em um esquema para levar vantagem. Impedir alguém de ter ou fazer alguma coisa com o objetivo de levar vantagem. Engano, fraude, dolo, velhacaria, falsidade, artifício, truque, engodo. Há sem dúvidas diversos níveis de tentativas de scams em Bangkok. Todavia há várias delas que não se aplicam ao turismo exatamente. Mas, ainda que você possa achar que isso significa que Bangkok está cheio de ladrões, não pense assim porque você está definitivamente enganado. Apenas ligue seu detector de scams e toque em frente! Leia as minhas recomendações, fique esperto e curta o que a cidade tem de melhor.

A Khao San Road é uma das maiores “tourist traps” de Bangkok

               UMA das mais clássicas envolve vender pedras preciosas por preço extremamente vantajoso que até o momento que você descobrir tratar-se de uma gema de baixa qualidade,e especialmente nas lojas levadas pelos kamikaze dos tuk-tuk. Outra bastante comum é ser abordado no caminho para o Grand Palace ou para algum importante templo budista por um homem bem vestido dizendo que tal lugar está fechado para uma cerimônia qualquer. Você agradece e logo vem a oferta de um tour nas redondezas e, olhe que coincidência, há um tuk-tuk logo ali esperando por você!  Inevitavelmente o tour será por uma sucessão de lojas de pedras e alfaiatarias. Sim, Bangkok tem essa característica de oferecer serviços de alfaiataria até em barraquinhas nas ruas.  Só em quem vez de ter seu terno feito sob medida e em legítimo cashemir, receberá um em viscose mesmo.

Aqui vão as cinco mais comuns “tourist traps” de Bangkok:

1- NUNCA aceite uma corrida gratuita ou mesmo barata demais oferecida por um kamikaze tuk-tuk;

2- NÃO compre pedras preciosas ou ternos na rua, nem mesmo qualquer outro artigo de alto valor por preços irrisórios ou mesmo baratísimos.  Se quer comprar coisas caras e boas, vá os shoppings de Sukhumvit;

3- NÃO fique cego de achar que está fazendo um excelente negócio porque as chances de ser enganado são de 100%;

 4- SEJA educado SEMPRE, em qualquer circunstância, com os locais que claramente estão tentando tirar algum de você.  Diga “Mai aow, kap” em vez de “I don’t want it, thanks”. É a forma gentil e educada de dizer isso em tailandês;

5- SAIBA que tudo o que é oferecido nas ruas é falso, ainda que de boa qualidade. De iPods a calças Levis. Sem exceção.

A coisa é tão institucionalizada em Bangkok que há até um blog, em inglês, divertido e instrutivo, exclusivamente sobre o tema: Bangkok Scams: http://www.bangkokscams.com/

 

Lojas de ouro no Chinatown: “tourist trap”

               ATÉ mesmo o mais experiente viajante é passível de cair na conversa de algum esperto de abordagem simpática e cativante dando alguma informação não solicitada mas que na verdade pretende oferecer algo extremamente vantajoso, que você acreditará ser muito atraente para você mas será de fato para ele.  Na verdade é um enganador extremamente competente e talentoso cujo objetivo é tirar algum do viajante, mas não de maneira lícita.  Muitos viajantes afirmam que cansaram de ler, ouvir e ver tentativas de engodo, mas cairam porque pareciam conevrsar com pessoas tão convincentes e com tão genuínas intenções.    A técnica é simples:  a abordagem será semrpe simpática e amigável. O primeiro contato sempre vemc arregado de convincentes alegações. Aos olhos do estrangeiro, é um genuíno bangkokian.  Muitas vezes a abordagem se dá na rua, através de um bom papo, num bar e num restaurante, mesmo até nos hotéis. Começa com um bom papo, apresentando-se como piloto de avião, policial, professor, comerciante, aparentemente interessado em transmitir ensinamentos e dar boas dicas. 

Bangkok tailors

               SAO “encontros acidentais”  que invariavelmente terminam numa joalheria que oferece um “desconto especial” na compra de pedras preciosas num estabelecimento que impressiona à vista mas não tem nenhuma boa reputação, na qual outros “compradores” estrangeiros que “trabalham”  para os comerciantes desonestos e reforçam o cenário de uma loja de comércio sério.  Só há uma única recomendação a ter em conta, sempre:  pessoas locais são basicamente simples, sérias, discretas, reservadas. Nenhum tailandês honesto abordará você diretamente num lugar público para oferecer algo não solicitado, nem para oferecer ajuda, nem para oferecer dicas turísticas ou para anunciar nada. Se isso acontecer – e acontecerá -  simplesmente ignore, não responda, não olhe e continue seu caminho.

Situando-se geograficamente

               SEGUNDO a Wikipédia a Tailândia é um país asiático dividido entre a Indochina e a Península Malaia. É limitado a norte e a leste pelo Laos, a sul pelo Camboja, pelo Golfo da Tailândia e pela Malásia, a oeste pelo Mar de Andaman e a oeste e norte por Myanmar. E Bangkok a sua Capital. A Tailândia chamava-se Reino do Sião, nome do país até meados de 1949. Thai significa “livre”, em tailandês e é assim que as pessoas geralmente se referem quando vão falar sobre esse país e seus habitantes (cultura thai, língua thai, habitantes Thais, etc.).

               A região norte do país apresenta um relevo bastante montanhoso, sendo o ponto mais alto o monte Doi Inthanon, com 2.576 m. Na porção noroeste há também uma área elevada denominada Khorat Plateau que é, a leste, contornada pelo rio Mekong, um dos maiores do mundo, drenando uma grande área do continente asiático. No entanto, devido ás suas variações em seu fluxo e por ser bastante encachoeirado,esse rio não é navegável. Outro rio importante é o Chao Phraya, com 370 km, que corta o país de norte a sul, atravessando, inclusive, a capital, Bangkok, metrópole com cerca de 9 milhões de habitantes. Na região sul do país o relevo é mais baixo, sem muitas elevações.

 

Visto assim do alto…

               Grand Palace e o seu Wat Phra Kaew (o Templo do Buda de Esmeralda) convocam o visitante a colocar os pés no chão e compreender que o se vê de cima e de fora não se compara as sensações de conhecer o que há por dentro. Especialmente no Grand Palace, que com seu enorme muro branco consegue esconder e não antecipar nenhum arrepio e do choque e se tem ao se ver tudo ali de perto.

                Suhkumvit Road  é um bom ponto turístico para ficar e percorrer: é onde ficam a maioria dos bons hotéis, um incontável número de shoppings, alguns museus, vida noturna suspeita, lojas e galerias onde os produtos são 100% falsos e lugar de prostituição. Em Bangkok há duas principais áreas de hospedagem tradicional (hotéis de bom padrão): Suhkumvit ou à beira-rio, onde ficam aqueles hotéis de primeira linha, ícones do luxo asiático.

              A comida é curiosa e apimentada, exótica e esquisita. Para quem estiver interessado em provar comida repugnante, tem insetos e outros bichinhos asquerosos fritos e vendidos nas ruas: de gafanhotos a baratas do mato, lesmas e outros irreconhecíveis. Portanto, não é por mero acaso que a Euromonitor International – uma empresa de análise econômica com mais de 600 colaboradores pelo mundo – concluiu que Bangkok é a segunda cidade mais visitada do mundo, com 10,4 milhões de visitantes, depois de Londres, que lidera a lista com folga: 15,6 milhões de visitantes em 2006.

                Bangkok não é uma cidade na qual se perceba claramente as divisões de bairros, como um centro financeiro comercial bem definidos, pois os arranha-céus espalham-se pela cidade ao lado de pequenos ou grandes templos, edifícios baixos e casas populares homogeneamente. Por ser assim e bastante arborizada e com um rio que a contorna, a gente não se sente rodeado de concreto.

               A famosa Khao San Road é o lugar para o turismo econômico, mais conhecido no Brasil e no mundo como “mochileiro” (backpacker).  Nota-se – pela idade média bem jovem dos turistas ocidentais que circulma entre os trabalhadores orientais da Khao San Road – que trata-se do centro de hospedagem estilo albergue em bangkok.  São europeus, australianos e americanos, boa parte deles tatuada e com cabelos em estilo dread, garrafas de cerveja nas mãos. Há bares e restaurantes, lojas de todos os tipos e muitas, muitas opções baratas de hospedagem. Gente circulando tranquilamente na agitada rua e nas barulhentas calçadas, com garrafas de cerveja nas mãos.

               E pra quem gosta de noite, agito (e a inevitável prostituição que existe franca e livremente em Bangkok), vá para a Silom Road e para o Patpong district fazer peregrinação por seus inúmeros bares, restaurantes e música ao vivo ou tocada. Prepare-se para conviver com a prostituição, com os Pip show e até shows com nomes como “Supergirl”, “Pussy Galore” e “Super Pussy”. Como este é um blog digamos…familiar, não descreverei sequer superficialmente os que rola nestes lugares. Ah, se você é daquela pessoa que adora as falsificações (algumas perfeitas!) do tipo comprar bolsa Prada de camelô africano na calçada em Nova York, a Silon Road tem um mercado noturno de imitações com produtos como bolsas, carteiras, cintos, relógios Chanel, Fendi, Luis Vuitton, Cartier, entre outros. Tudo falso!, mas super bem feitos.

               CASO você veja algum cartaz com a palavra “ping-pong” não pense tratar-se do popular jogo de “tênis de mesa”, ainda que na modalidade bangkokiana sejam usadas as conhecidas bolinhas brancas.  Digamos que não se trata também de um esporte, tampouco de um jogo. Vamos chamá-la de “performance”. Esta “modalidade” de ping-pong  consiste em, digamos, “soprar”  as bolinhas em direção a algum alvo. Até aí, nada de espantoso. O curioso é que a bolinha é expelida pelo órgão sexual feminino. Sim, bolinhas e outros, digamos, artigos. 

              EM bares com nomes sugestivos e escancaradamente francos como Sodom & Gomorrah você entre apenas se quiser ou se impressionar-se com os insistentes chamados dos que ficam em suas portas agenciando clientes.  Felizmente a nossa curiosidade limitou-se a conhecer por fora. Minha mulher preferiu fazer uma massagem nos pés e eu circular entre as barracas e lojas de produtos “low quality-high plice” fajutos mas de excelente qualdiade.  Quanto ao “pleço alto” é porque você encontrará os mesmos artigos falsos em lugares menos turísticos e, consequentemente, mais baratos.  Ah, não estranhe o sotaque “thaienglish” em Bangkok. Imagine um chinês de pastelaria de São Paulo falando “português”. Soa do mesmo jeito.

               ENFIM, Welcome to Bangkok!, a cidade dos contrastes e diversidades marcantes, onde convivem em aparente harmonia alinhados shopping centers e populares mercados de rua, os mal afamados tuk-tuks e os modernos skytrains, arranha-céus de vidro e antigos e rendilhados templos budistas, monges budistas vestidos a caráter com ocidentais de bermuda e tênis, o violento Muay Thai – boxe tailandês – com o delicadíssimo e requintado balé clássico tailandês. A cidade é cheia de templos e monumentos religiosos, símbolos extremamente importantes para os tailandeses.

           O Suvarnabhumi Airport (pronuncia-se su-wan-na-pum), também conhecido como “New Bangkok International Airport”, é belíssimo e muito novo: inaugurado Setembro de 2006 é o hub da Thai Airways International, da Bangkok Airways, da Thai AirAsia e um sub-hub para a China Airlines, a EVA Air, a Air India, a Indian Airlines e a SriLankan Airlines.

               BANGKOK é o lugar para experimentar a mundialmente famosa Thai massage “quebra-ossos”, ou então um dos lendários tratamentos tailandeses de rejuvenescimento num dos spas da cidade – capazes de levar um turista ao êxtase -, quem sabe até um espetinho de gafanhotos fritos ou um jantar elegante num cruzeiro noturno pelo Rio Chao Phraya. Isso é Bangkok. Experimente, explore, descubra seus segredos e extasie-se com as suas mais evidentes, reveladas atrações.

               A moeda do país é o Thai Baht (THB), dividida em centavos (1Baht = 100 satangs). As notas são de 20, 50, 100, 500 e 1.000 Baht e as moedas de 25 e 50 satangs (centavos), e de 1, 5 e 10 Baht. O câmbio é feito nos aeroportos, hotéis e casas de câmbio por bancos comerciais tailandeses nas principais áreas turísticas.

              Evite apenas ingerir água da torneira. Beba apenas água mineral. E em restaurantes populares não aceite água que já venha aberta.

               BANGKOK é segura? Como qualquer grande Capital, tem seus  batedores de carteira, mas nada que para um brasileiro seja alguma novidade. Basta tomar os cuidados normais, tais como ter  cópias de documentos, andar com relativamente pequenas quantidades de dinheiro e colocá-lo em diferentes lugares (bolso, mochila, bolsa, etc). Há muito mais possibilidade de ter sua carteira batida ou roubada de dentro de uma bolsa ou mochila do que de ser assaltado.

               SE possível use um pequeno cadeado no fecho-eclair de sua mochila, desses de segredo, o mais discretos possíveis. Em multidões e aglomerações ponha a mochila de lado do corpo ou mesmo na frente. Carteira de dinheiro não deve ser facilmente vista no bolso. Preferencialmente coloque dinheiro no bolso da frente.

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