Colômbia – Bogotá

Bogotá: para viver a cultura

Em Bogotá, a capital da Colômbia, localizada a 2.600 metros sobre o nível do mar, se vive e se respira cultura. Nesta metrópole fundada em 1538, passado e presente se harmonizam para oferecer a seus visitantes as mais variadas expressões artísticas que vão desde exposições em museus, teatro, dança, música, até a mais esplêndida gastronomia.

Desde tempos remotos, Bogotá se caracterizou por oferecer um rico contexto sociocultural, produto da convergência de todas as culturas contemporâneas e ancestrais da Colômbia. Como resultado, na cidade se encontra, além de um presente cheio de vida, um passado muito representativo na sua arquitetura, nas obras e nos elementos históricos que repousam em seus museus.

A imensa e variada oferta cultural de Bogotá, a torna um destino turístico à altura das grandes capitais do mundo

Em Bogotá todo o patrimônio intangível, representado nos costumes e manifestações próprias da população multiétnica, complementa-se com espaços nos que a cultura repousa como se o tempo não passasse. Existem monumentos à memória nas igrejas dos séculos XVII e XVIII, nos lugares de peregrinação religiosos e pagãos, e construções arquitetônicas que constituem uma grande riqueza patrimonial.

Os visitantes de Bogotá se deslumbram com a famosa Catedral de Sal de Zipaguirá na savana de Bogotá, com o Morro de Monserrate, com o Teatro Colón e com uma grande quantidade de casas coloniais do bairro La Candelaria, que se conservam exatamente como eram quando a cidade se configurava como pequena e de costumes provinciais.

 

Catedral de Sal

 

A Catedral de Sal é uma catedral construída no interior das minas de sal de Zipaquirá, na Savana de Bogotá, na Colômbia. Este santuário católicos, que faz memória do Via Crucis de Jesus Cristo, é um dos mais célebres do país.

A importância da Catedral radica no seu valor como patrimônio cultural, religioso e ambiental.

A igreja subterrânea faz parte do complexo cultural “Parque do Sal“, espaço cultural temático dedicado à mineração, a geologia e os recursos naturais.

 

Situação

A Catedral de Sal encontra-se na cidade de Zipaquirá, povoação do Departamento de Cundinamarca, a 49 quilômetros a norte do Distrito Capital de Bogotá e a uma altitude de 2.652 msnm. Por ferrovia, a Catedral dista cerca de 48 quilômetros da cidade de Bogotá; o percurso é realizado pelo Comboio Turístico da Savana. A povoação não é somente célebre pela exploração de sal, mas também por um dos achados de restos humanos mais antigos da Colômbia no sítio arqueológico de El Abra.

 

O Parque do Sal

A Catedral faz parte do Parque temático. Esta é a entrada das galerias subterrâneas do Santuário, presidida por um alto-relevo que faz homenagem aos mineiros do sal, os responsáveis de fazer desta velha mina um espaço religioso e cultural.

A Catedral faz parte do complexo temático O Parque do Sal, o qual tem uma área de 32 ha e constitui uma reserva natural que contrasta com uma das atividades de exploração dos recursos que mais altera os ecossistemas: a mineração. O Parque, em união com a Catedral de Sal, é objetivo do turismo nacional e internacional e interessa em particular ao ecoturismo, ao turismo religioso e aos amadores das ciências geológicas.

Os locais mais importantes do Parque do Sal são:

  • A praça em onde se encontra a cruz (de 4,20 m de altura) no qual se denomina “El Eje Sacro” (“O Eixo Sacro“).
  • O Domo Salino
  • A Mina
  • O “Museu da Salmoura”, construído nos tanques já em desuso. É um dos lugares mais importantes do Parque do Sal depois da Catedral. No mesmo, o visitante adquire uma idéia pedagógica do processo da exploração da sal, os estudos geológicos e a história, construção e engenharia da Catedral de Sal.
  • A barragem
  • A área de florestas
  • A “Catedral de Sal”, igreja subterrânea em onde se encontra além do santuário religioso, o Auditório.

 

As salinas de Zipaquirá

Ao longo da galeria de acesso encontram-se as estações do Via Crucis.

A antiguidade das salinas de Zipaquirá foram referenciadas por Alexander von Humboldt (17691859) na visita que este fez ao lugar em 1801.[5]

Os estudos praticados no lugar por arqueólogos e geólogos, encontraram que a exploração das minas ocorria já desde o século V e que corresponde a uma das principais atividades econômicas[6] e ao desenvolvimento da cultura muísca no Altiplano Cundiboyacense.[7]

 

Formação geológica

Um anjo no coro com a trompete, anuncia a ressurreição de Jesus Cristo. Ao fundo o Altar da Catedral precedido pela grande Cruz.

Os depósitos de sal das Montanhas de Zipaquirá têm uma datação de 200 milhões de anos, erguidos no Cenozóico tardio, faz 30 milhões de anos e concentrados no lugar onde hoje se encontram. Sob pressão e calor, o sal desloca-se de maneira similar aos glaciares, pelo qual se perde o rasto da estratificação e se cria uma massa homogênea de sal.

A acumulação dos depósitos de sal formaram montanhas acima do nível do altiplano, o que facilitou a escavação de túneis para a sua extração. Evidências de antigas explorações das jazidas datam de tempos prévios à chegada dos espanhóis durante o século XVI.

As minas já tinham tradição de santuário religioso dos mineiros antes da construção da Catedral em 1954, a qual foi dedicada a Nossa Senhora do Rosário, que na religiosidade católica é a Padroeira dos Mineiros.

História da Catedral

A catedral antiga

A grande Cruz ergue-se sobre o Altar da nave central.

A Catedral inicial tinha três naves grandes com colunas improvisadas dominadas por uma grande cruz iluminada. Com o passo dos anos essa primeira Catedral voltou-se insegura e foi fechada em 1990. Em Dezembro de 1995 foi inaugurada a atual Catedral.[8]

A construção da catedral antiga começou a 7 de Outubro de 1950 e foi inaugurada a 15 de Agosto de 1954 nas antigas galerias cavadas pelos muiscas dois séculos antes. Em 1932, Luis Ángel Arango teve a idéia de construir uma capela subterrânea levado pela devoção que os operários demonstravam antes de iniciar a sua jornada de trabalho. Estes enfeitavam os socavões com imagens religiosas dos seus santos aos que pediam bendição e proteção.

A mina possuía então quatro níveis de escavação, cada um de eles com um comprimento de 80 m . A Catedral Salina estava situada no segundo nível da montanha.

A Basílica tinha um comprimento de 120 m, uma superfície habitável de 5.500 e uma altura de 22 m . No seu interior podia albergar 8.000 pessoas.

Ao fundo da basílica localizava-se uma grande cruz de madeira, iluminada desde a sua base e que projetava sobre o teto uma sombra que simbolizava a um Cristo com os braços abertos.

Na nave direita encontravam-se o coro e as estações do Via Crucis decoradas com grandes números romanos dourados. No fundo desta nave situava-se a capela da Virgem do Rosário, em cujo altar lavrado na rocha estava a imagem da Virgem, moldada por Daniel Rodríguez Moreno. A imagem, que tem uma dimensão de 70 cm de altura, foi transladada para a nova Catedral.

A nave esquerda possuía uma gruta que simbolizava o nascimento de Jesus; este espaço conduzia ao Batistério que era representado por uma cascata, símbolo do batizo de Jesus Cristo.

A antiga Catedral foi fechada em 1990 devido à falta de segurança para os visitantes e a falhas estruturais da mesma.

 

 

A catedral nova

Detalhe da “Criação de Adão” do Mestre Carlos E. Rodríguez Arango (mármore). A obra faz memória do trabalho de Michelangelo na Capela Sistina.

A Catedral atual foi começada em 1991, 60 m por baixo da Catedral antiga. O “Instituto de Fomento Industrial”, a “Concessão Salinas” e a “Sociedade de Arquitetos” abriram o concurso de arquitetura para a nova Catedral de Sal de Zipaquirá em substituição da antiga.

O projeto do arquiteto Roswell Garavito Pearl,[9] que ganhou o concurso, compreendeu câmbios estruturais no túnel de ingresso, a cúpula e a sacristia. O desenho compreende as seguintes três seções principais:

  • O Via Crucis: A porta de ingresso conduz ao túnel, ao longo do qual se encontram as estações do Via Crucis, que consistem em pequenos altares talhados em rocha de sal. O túnel conduz para a Cúpula.
  • A Cúpula, a rampa de descenso e as varandas: Chega-se então à rampa do descenso principal. A seção intermédia parte desde a Cúpula, desde a qual se pode observar a cruz em baixo-relevo. Desde aí se pode descer para as varandas sobre as câmaras, o coro e as escadas do labirinto do Nártex.
  • As naves da Catedral: O trecho final conduz ao centro da Catedral em onde se dividem as estruturas espaçais da mesma. Estas estruturas estão intercomunicadas por uma fenda que simboliza o nascimento e morte de Cristo. Na nave central está a cruz de 16 m, o altar-mor e o comungatório que separa o santuário da Assembléia; na profundeza da nave encontra-se “A Criação do Homem”, homenagem a Michelangelo, obra talhada em mármore do escultor Carlos Enrique Rodríguez Arango. Quatro imensas colunas cilíndricas simbolizam os quatro evangelistas e estas estão atravessadas por uma fenda que simboliza a Natividade.

A nova catedral foi inaugurada em Dezembro de 1995.

 

O centro histórico da cidade

Rua do tradicional bairro La Candelaria

Caminhar pelo centro histórico da cidade é uma experiência que estimula os visitantes a se transportarem ao passado, vivendo intensamente o presente. Suas ruas foram testemunha do passar dos séculos pela capital e cada janela, cada porta, cada esquina tem uma história para contar.

Hoje, o centro é foco das atividades políticas e legislativas do país. Ali se encontram a Casa de Nariño, o Congresso da República, a Corte Suprema de Justiça e a Prefeitura Maior de Bogotá, que constituem, por sua história e sua tradição, parte da memória cultural da cidade.

 

Museus em Bogotá para todos os gostos

Turistas de todos os continentes visitam o Museu do Ouro, para conhecer os seus tesouros pré-colombianos; entre estes a famosa Balsa Muisca. Em 2009, o museu abriu suas portas renovadas para apresentar, em seus 13 mil metros quadrados de construção, as jóias e os tesouros das culturas Quimbaya, Calima, Tayrona, Sinú, Muisca, Tolima, Tumaco e Malagana, entre outros.

O Museu do Ouro, o maior em seu gênero no mundo, posicionou-se como um verdadeiro ícone de Bogotá

O Museu do Ouro faz parte do Conjunto Cultural do Banco da República que reúne, entre outras instituições, a Biblioteca Luis Ángel Arango, a Sala de Exposições Temporárias, a Coleção de Instrumentos Musicais, a Sala de Concertos, a Casa da Moeda, o Museu Botero e o Museu de Arte do Banco da República, onde se encontra a sala de arte religiosa que exibe de maneira permanente as custódias La Lechuga, La Preciosa e De las Clarisas.

Biblioteca Luis Ángel Arango

Atualmente, estão abertas 17 salas de exposição permanente e adicionalmente a Sala de Exposições Temporárias, localizada no primeiro andar, que oferece uma programação contínua de exibições sobre diferentes temas e autores da história, da antropologia e da arte nacional e internacional.

 

“Casas Museu”

Dada a grandeza do patrimônio cultural e histórico da Colômbia, as “Casas Museu” se consolidaram como uma fonte de conhecimento da identidade de nosso país. Entre as mais destacadas em Bogotá se encontram a Casa Museu Quinta de Bolívar, La Casa de la Moneda, o Museu de Botero, a Casa del Florero ou Museu del 20 de julio, a Casa Enrique Grau Araujo, a Casa de la Poesía Silva, a Casa del Sabio Francisco José De Caldas e a Casa Museu Francisco De Paula Santander.

Em sua maioria estas casas museu evocam a gênese da cidade, suas principais figuras e os objetos característicos da época. Por esta razão, visitá-las é viajar anos atrás para conhecer um pouco de nosso passado.

E como mostra de que Bogotá é uma cidade que se mantém na vanguarda, está o Museu de Arte Moderna de Bogotá ou MAMBO. Fundado em 1963 e inaugurado com a exposição “Tomba” do maestro Juan Antonio Roda, hoje em dia conta com um patrimônio de 2200 obras. Neste museu se pode experimentar a arte colombiana desde a modernidade com obras representativas como Nuestra Señora de Fátima, de Fernando Botero, gravuras de Álvaro Bairros, uma cama de Feliza Burstyn, e um dos móveis de Beatriz González.

 

Museu Casa Botero

Os museus de Bogotá são palco para todos os públicos. Pensando nas crianças da capital se criou o Centro Interativo de Ciência e Tecnologia Maloka cujo objetivo é permitir que os visitantes de todas as idades explorem, conheçam, aprendam e se divirtam através de instrumentos tecnológicos, científicos, culturais, educativos e recreativos.

Maloka conta com salas de exposição, uma praça com show de fontes de água, lojas, restaurante, lan house e um Cinema Domo, primeiro ambiente neste estilo de formato gigante da América do Sul, que oferece uma fascinante experiência de luz e som..

Esta é só uma mostra do que é Bogotá cultural. Além dos museus, festivais, casas museu, eventos, centros interativos, parques, teatro, danças e peças artísticas, as pessoas que moram na capital são um pilar fundamental desta cidade que vive e respira cultura.

Bogotá vibra e pulsa ao lado da cordilheira SILVIO CIOFFI da Folha de S.Paulo.

 

Há quem tenha algum mal-estar ao chegar a Bogotá, a 2.640 m de altitude, recorrendo ao chá de coca, vendido nas casas de produtos naturais –e o ponto alto da cidade é, literalmente, o Montserrat, a 3.200 m de altitude, local de peregrinação servido por teleférico e bondinho. Mas a capital é aprazível, especialmente para quem passeia em direção ao oriente, a leste, onde a cordilheira arborizada limita a metrópole de 7 milhões de habitantes, cuja temperatura média anual é de 14C.

 

Quarta cidade mais populosa da América do Sul, atrás de São Paulo, Rio e Buenos Aires (a Colômbia tem cerca de 44 milhões de habitantes), Bogotá foi rebatizada, chamava-se Santa Fé de Bogotá.

 

Fundada em 1538, é algo poluída, pois ali circulam 480 ônibus que transportam 1 milhão de pessoas/dia. Os táxis são baratos, raramente dão recibo, e os taxímetros marcam um número que deve ser cotejado a uma tabela.

 

O traçado urbano foi herdado dos espanhóis e, a partir de uma praça maior (a atual praça Bolívar), as “calles” e as “carreras”, vias transversais, são numeradas. As “carreras” se estendem de sul a norte, com numeração crescente. As áreas carentes estão na direção contrária à da cordilheira, onde ficam as favelas, conhecidas como “invasiones” ou “tigúrios”.

 

 

“Chevere!”

 

A surpresa é que o turista dificilmente verá zonas pobres ao circular por bairros como La Cabrera e pela zona Rosa, cravejada de bons restaurantes, lojas e shopping centers, como o Andino e o Atlantis Plaza, ou pelo entorno do Museu Nacional, onde há lugares como o parque Bavária. Em bairros boêmios, como Macarena, moram atores de teatro e TV. Mas a região onde a visita revela a Bogotá “chevere!” (gíria onipresente para “incrível!”) é o bairro da Candelária, com prédios que alternam os estilos colonial, mais espanhol, e o republicano, eclético e europeizado.

 

É na Candelária que estão as tavernas, museus como o Donación Botero, dentro da Casa da Moeda, sete teatros (entre eles, o teatro Colón, do século 19), 15 bibliotecas (com destaque para a Luis Angel Arango), o parque Palomar del Príncipe, o palácio do governo, a monumental igreja jesuítica de Santo Inácio, a imensa praça Bolívar, limitada por prédios monumentais, como o palácio presidencial, o Capitólio, a catedral e o palácio da Justiça, onde a inscrição “Colombianos: las armas os han dado independencia; las leyes os daran libertad”, de Santander, ainda emociona.

 

para viver a cultura

Em Bogotá, a capital da Colômbia, localizada a 2.600 metros sobre o nível do mar, se vive e se respira cultura. Nesta metrópole fundada em 1538, passado e presente se harmonizam para oferecer a seus visitantes as mais variadas expressões artísticas que vão desde exposições em museus, teatro, dança, música, até a mais esplêndida gastronomia.

Desde tempos remotos, Bogotá se caracterizou por oferecer um rico contexto sociocultural, produto da convergência de todas as culturas contemporâneas e ancestrais da Colômbia. Como resultado, na cidade se encontra, além de um presente cheio de vida, um passado muito representativo na sua arquitetura, nas obras e nos elementos históricos que repousam em seus museus.

A imensa e variada oferta cultural de Bogotá, a torna um destino turístico à altura das grandes capitais do mundo

Em Bogotá todo o patrimônio intangível, representado nos costumes e manifestações próprias da população multiétnica, complementa-se com espaços nos que a cultura repousa como se o tempo não passasse. Existem monumentos à memória nas igrejas dos séculos XVII e XVIII, nos lugares de peregrinação religiosos e pagãos, e construções arquitetônicas que constituem uma grande riqueza patrimonial.

Os visitantes de Bogotá se deslumbram com a famosa Catedral de Sal de Zipaguirá na savana de Bogotá, com o Morro de Monserrate, com o Teatro Colón e com uma grande quantidade de casas coloniais do bairro La Candelaria, que se conservam exatamente como eram quando a cidade se configurava como pequena e de costumes provinciais.

 

Catedral de Sal

 

A Catedral de Sal é uma catedral construída no interior das minas de sal de Zipaquirá, na Savana de Bogotá, na Colômbia. Este santuário católicos, que faz memória do Via Crucis de Jesus Cristo, é um dos mais célebres do país.

A importância da Catedral radica no seu valor como patrimônio cultural, religioso e ambiental.

A igreja subterrânea faz parte do complexo cultural “Parque do Sal“, espaço cultural temático dedicado à mineração, a geologia e os recursos naturais.

 

Situação

A Catedral de Sal encontra-se na cidade de Zipaquirá, povoação do Departamento de Cundinamarca, a 49 quilômetros a norte do Distrito Capital de Bogotá e a uma altitude de 2.652 msnm. Por ferrovia, a Catedral dista cerca de 48 quilômetros da cidade de Bogotá; o percurso é realizado pelo Comboio Turístico da Savana. A povoação não é somente célebre pela exploração de sal, mas também por um dos achados de restos humanos mais antigos da Colômbia no sítio arqueológico de El Abra.

 

O Parque do Sal

A Catedral faz parte do Parque temático. Esta é a entrada das galerias subterrâneas do Santuário, presidida por um alto-relevo que faz homenagem aos mineiros do sal, os responsáveis de fazer desta velha mina um espaço religioso e cultural.

A Catedral faz parte do complexo temático O Parque do Sal, o qual tem uma área de 32 ha e constitui uma reserva natural que contrasta com uma das atividades de exploração dos recursos que mais altera os ecossistemas: a mineração. O Parque, em união com a Catedral de Sal, é objetivo do turismo nacional e internacional e interessa em particular ao ecoturismo, ao turismo religioso e aos amadores das ciências geológicas.

Os locais mais importantes do Parque do Sal são:

  • A praça em onde se encontra a cruz (de 4,20 m de altura) no qual se denomina “El Eje Sacro” (“O Eixo Sacro“).
  • O Domo Salino
  • A Mina
  • O “Museu da Salmoura”, construído nos tanques já em desuso. É um dos lugares mais importantes do Parque do Sal depois da Catedral. No mesmo, o visitante adquire uma idéia pedagógica do processo da exploração da sal, os estudos geológicos e a história, construção e engenharia da Catedral de Sal.
  • A barragem
  • A área de florestas
  • A “Catedral de Sal”, igreja subterrânea em onde se encontra além do santuário religioso, o Auditório.

 

As salinas de Zipaquirá

Ao longo da galeria de acesso encontram-se as estações do Via Crucis.

A antiguidade das salinas de Zipaquirá foram referenciadas por Alexander von Humboldt (17691859) na visita que este fez ao lugar em 1801.[5]

Os estudos praticados no lugar por arqueólogos e geólogos, encontraram que a exploração das minas ocorria já desde o século V e que corresponde a uma das principais atividades econômicas[6] e ao desenvolvimento da cultura muísca no Altiplano Cundiboyacense.[7]

 

Formação geológica

Um anjo no coro com a trompete, anuncia a ressurreição de Jesus Cristo. Ao fundo o Altar da Catedral precedido pela grande Cruz.

Os depósitos de sal das Montanhas de Zipaquirá têm uma datação de 200 milhões de anos, erguidos no Cenozóico tardio, faz 30 milhões de anos e concentrados no lugar onde hoje se encontram. Sob pressão e calor, o sal desloca-se de maneira similar aos glaciares, pelo qual se perde o rasto da estratificação e se cria uma massa homogênea de sal.

A acumulação dos depósitos de sal formaram montanhas acima do nível do altiplano, o que facilitou a escavação de túneis para a sua extração. Evidências de antigas explorações das jazidas datam de tempos prévios à chegada dos espanhóis durante o século XVI.

As minas já tinham tradição de santuário religioso dos mineiros antes da construção da Catedral em 1954, a qual foi dedicada a Nossa Senhora do Rosário, que na religiosidade católica é a Padroeira dos Mineiros.

História da Catedral

A catedral antiga

A grande Cruz ergue-se sobre o Altar da nave central.

A Catedral inicial tinha três naves grandes com colunas improvisadas dominadas por uma grande cruz iluminada. Com o passo dos anos essa primeira Catedral voltou-se insegura e foi fechada em 1990. Em Dezembro de 1995 foi inaugurada a atual Catedral.[8]

A construção da catedral antiga começou a 7 de Outubro de 1950 e foi inaugurada a 15 de Agosto de 1954 nas antigas galerias cavadas pelos muiscas dois séculos antes. Em 1932, Luis Ángel Arango teve a idéia de construir uma capela subterrânea levado pela devoção que os operários demonstravam antes de iniciar a sua jornada de trabalho. Estes enfeitavam os socavões com imagens religiosas dos seus santos aos que pediam bendição e proteção.

A mina possuía então quatro níveis de escavação, cada um de eles com um comprimento de 80 m . A Catedral Salina estava situada no segundo nível da montanha.

A Basílica tinha um comprimento de 120 m, uma superfície habitável de 5.500 e uma altura de 22 m . No seu interior podia albergar 8.000 pessoas.

Ao fundo da basílica localizava-se uma grande cruz de madeira, iluminada desde a sua base e que projetava sobre o teto uma sombra que simbolizava a um Cristo com os braços abertos.

Na nave direita encontravam-se o coro e as estações do Via Crucis decoradas com grandes números romanos dourados. No fundo desta nave situava-se a capela da Virgem do Rosário, em cujo altar lavrado na rocha estava a imagem da Virgem, moldada por Daniel Rodríguez Moreno. A imagem, que tem uma dimensão de 70 cm de altura, foi transladada para a nova Catedral.

A nave esquerda possuía uma gruta que simbolizava o nascimento de Jesus; este espaço conduzia ao Batistério que era representado por uma cascata, símbolo do batizo de Jesus Cristo.

A antiga Catedral foi fechada em 1990 devido à falta de segurança para os visitantes e a falhas estruturais da mesma.

 

 

A catedral nova

Detalhe da “Criação de Adão” do Mestre Carlos E. Rodríguez Arango (mármore). A obra faz memória do trabalho de Michelangelo na Capela Sistina.

A Catedral atual foi começada em 1991, 60 m por baixo da Catedral antiga. O “Instituto de Fomento Industrial”, a “Concessão Salinas” e a “Sociedade de Arquitetos” abriram o concurso de arquitetura para a nova Catedral de Sal de Zipaquirá em substituição da antiga.

O projeto do arquiteto Roswell Garavito Pearl,[9] que ganhou o concurso, compreendeu câmbios estruturais no túnel de ingresso, a cúpula e a sacristia. O desenho compreende as seguintes três seções principais:

  • O Via Crucis: A porta de ingresso conduz ao túnel, ao longo do qual se encontram as estações do Via Crucis, que consistem em pequenos altares talhados em rocha de sal. O túnel conduz para a Cúpula.
  • A Cúpula, a rampa de descenso e as varandas: Chega-se então à rampa do descenso principal. A seção intermédia parte desde a Cúpula, desde a qual se pode observar a cruz em baixo-relevo. Desde aí se pode descer para as varandas sobre as câmaras, o coro e as escadas do labirinto do Nártex.
  • As naves da Catedral: O trecho final conduz ao centro da Catedral em onde se dividem as estruturas espaçais da mesma. Estas estruturas estão intercomunicadas por uma fenda que simboliza o nascimento e morte de Cristo. Na nave central está a cruz de 16 m, o altar-mor e o comungatório que separa o santuário da Assembléia; na profundeza da nave encontra-se “A Criação do Homem”, homenagem a Michelangelo, obra talhada em mármore do escultor Carlos Enrique Rodríguez Arango. Quatro imensas colunas cilíndricas simbolizam os quatro evangelistas e estas estão atravessadas por uma fenda que simboliza a Natividade.

A nova catedral foi inaugurada em Dezembro de 1995.

 

O centro histórico da cidade

Rua do tradicional bairro La Candelaria

Caminhar pelo centro histórico da cidade é uma experiência que estimula os visitantes a se transportarem ao passado, vivendo intensamente o presente. Suas ruas foram testemunha do passar dos séculos pela capital e cada janela, cada porta, cada esquina tem uma história para contar.

Hoje, o centro é foco das atividades políticas e legislativas do país. Ali se encontram a Casa de Nariño, o Congresso da República, a Corte Suprema de Justiça e a Prefeitura Maior de Bogotá, que constituem, por sua história e sua tradição, parte da memória cultural da cidade.

 

Museus em Bogotá para todos os gostos

Turistas de todos os continentes visitam o Museu do Ouro, para conhecer os seus tesouros pré-colombianos; entre estes a famosa Balsa Muisca. Em 2009, o museu abriu suas portas renovadas para apresentar, em seus 13 mil metros quadrados de construção, as jóias e os tesouros das culturas Quimbaya, Calima, Tayrona, Sinú, Muisca, Tolima, Tumaco e Malagana, entre outros.

O Museu do Ouro, o maior em seu gênero no mundo, posicionou-se como um verdadeiro ícone de Bogotá

O Museu do Ouro faz parte do Conjunto Cultural do Banco da República que reúne, entre outras instituições, a Biblioteca Luis Ángel Arango, a Sala de Exposições Temporárias, a Coleção de Instrumentos Musicais, a Sala de Concertos, a Casa da Moeda, o Museu Botero e o Museu de Arte do Banco da República, onde se encontra a sala de arte religiosa que exibe de maneira permanente as custódias La Lechuga, La Preciosa e De las Clarisas.

Biblioteca Luis Ángel Arango

Atualmente, estão abertas 17 salas de exposição permanente e adicionalmente a Sala de Exposições Temporárias, localizada no primeiro andar, que oferece uma programação contínua de exibições sobre diferentes temas e autores da história, da antropologia e da arte nacional e internacional.

 

“Casas Museu”

Dada a grandeza do patrimônio cultural e histórico da Colômbia, as “Casas Museu” se consolidaram como uma fonte de conhecimento da identidade de nosso país. Entre as mais destacadas em Bogotá se encontram a Casa Museu Quinta de Bolívar, La Casa de la Moneda, o Museu de Botero, a Casa del Florero ou Museu del 20 de julio, a Casa Enrique Grau Araujo, a Casa de la Poesía Silva, a Casa del Sabio Francisco José De Caldas e a Casa Museu Francisco De Paula Santander.

Em sua maioria estas casas museu evocam a gênese da cidade, suas principais figuras e os objetos característicos da época. Por esta razão, visitá-las é viajar anos atrás para conhecer um pouco de nosso passado.

E como mostra de que Bogotá é uma cidade que se mantém na vanguarda, está o Museu de Arte Moderna de Bogotá ou MAMBO. Fundado em 1963 e inaugurado com a exposição “Tomba” do maestro Juan Antonio Roda, hoje em dia conta com um patrimônio de 2200 obras. Neste museu se pode experimentar a arte colombiana desde a modernidade com obras representativas como Nuestra Señora de Fátima, de Fernando Botero, gravuras de Álvaro Bairros, uma cama de Feliza Burstyn, e um dos móveis de Beatriz González.

 

Museu Casa Botero

Os museus de Bogotá são palco para todos os públicos. Pensando nas crianças da capital se criou o Centro Interativo de Ciência e Tecnologia Maloka cujo objetivo é permitir que os visitantes de todas as idades explorem, conheçam, aprendam e se divirtam através de instrumentos tecnológicos, científicos, culturais, educativos e recreativos.

Maloka conta com salas de exposição, uma praça com show de fontes de água, lojas, restaurante, lan house e um Cinema Domo, primeiro ambiente neste estilo de formato gigante da América do Sul, que oferece uma fascinante experiência de luz e som..

Esta é só uma mostra do que é Bogotá cultural. Além dos museus, festivais, casas museu, eventos, centros interativos, parques, teatro, danças e peças artísticas, as pessoas que moram na capital são um pilar fundamental desta cidade que vive e respira cultura.

Bogotá vibra e pulsa ao lado da cordilheira SILVIO CIOFFI da Folha de S.Paulo.

 

Há quem tenha algum mal-estar ao chegar a Bogotá, a 2.640 m de altitude, recorrendo ao chá de coca, vendido nas casas de produtos naturais –e o ponto alto da cidade é, literalmente, o Montserrat, a 3.200 m de altitude, local de peregrinação servido por teleférico e bondinho. Mas a capital é aprazível, especialmente para quem passeia em direção ao oriente, a leste, onde a cordilheira arborizada limita a metrópole de 7 milhões de habitantes, cuja temperatura média anual é de 14C.

 

Quarta cidade mais populosa da América do Sul, atrás de São Paulo, Rio e Buenos Aires (a Colômbia tem cerca de 44 milhões de habitantes), Bogotá foi rebatizada, chamava-se Santa Fé de Bogotá.

 

Fundada em 1538, é algo poluída, pois ali circulam 480 ônibus que transportam 1 milhão de pessoas/dia. Os táxis são baratos, raramente dão recibo, e os taxímetros marcam um número que deve ser cotejado a uma tabela.

 

O traçado urbano foi herdado dos espanhóis e, a partir de uma praça maior (a atual praça Bolívar), as “calles” e as “carreras”, vias transversais, são numeradas. As “carreras” se estendem de sul a norte, com numeração crescente. As áreas carentes estão na direção contrária à da cordilheira, onde ficam as favelas, conhecidas como “invasiones” ou “tigúrios”.

 

 

“Chevere!”

 

A surpresa é que o turista dificilmente verá zonas pobres ao circular por bairros como La Cabrera e pela zona Rosa, cravejada de bons restaurantes, lojas e shopping centers, como o Andino e o Atlantis Plaza, ou pelo entorno do Museu Nacional, onde há lugares como o parque Bavária. Em bairros boêmios, como Macarena, moram atores de teatro e TV. Mas a região onde a visita revela a Bogotá “chevere!” (gíria onipresente para “incrível!”) é o bairro da Candelária, com prédios que alternam os estilos colonial, mais espanhol, e o republicano, eclético e europeizado.

 

É na Candelária que estão as tavernas, museus como o Donación Botero, dentro da Casa da Moeda, sete teatros (entre eles, o teatro Colón, do século 19), 15 bibliotecas (com destaque para a Luis Angel Arango), o parque Palomar del Príncipe, o palácio do governo, a monumental igreja jesuítica de Santo Inácio, a imensa praça Bolívar, limitada por prédios monumentais, como o palácio presidencial, o Capitólio, a catedral e o palácio da Justiça, onde a inscrição “Colombianos: las armas os han dado independencia; las leyes os daran libertad”, de Santander, ainda emociona.

 

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